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SEMASAN aprofundou debates sobre meio ambiente e saneamento

  • 25 de junho de 2024


A primeira edição do Seminário do Meio Ambiente e Saneamento, promovido pelo CRT-04, foi realizada na última sexta-feira (21/06), no auditório do SENAI, em Londrina-PR.

A abertura oficial foi marcada pela execução do hino nacional. Estiveram presentes, representando o CRT-04, o presidente Waldir A. Rosa, o diretor administrativo Márcio Gamba, o diretor financeiro Clayton de Souza Benites e o diretor de fiscalização e normas Alexandre Fernandes Santos.

Durante o discurso de abertura, o presidente do CRT-04, Waldir A. Rosa, afirmou que o evento representa um marco na busca de soluções sustentáveis e na gestão eficiente de recursos sanitários:

“Vivemos em uma época em que os desafios ambientais são cada vez mais urgentes e complexos. A crescente urbanização, a escassez de recursos hídricos e as mudanças climáticas são questões que exigem uma resposta imediata e eficaz. Nesse contexto, o papel dos técnicos industriais se torna crucial. Somos nós que, com nosso conhecimento técnico e comprometimento, podemos transformar ideias em ações concretas que promovam a sustentabilidade e o bem-estar social.”

Os participantes enriqueceram as palestras com seus questionamentos e contribuições; muitos deles eram estudantes do ensino técnico, educadores, profissionais das áreas abordadas e membros da sociedade em geral.

A participação no Seminário do Meio Ambiente e Saneamento foi gratuita, mediante a doação de materiais de limpeza ou de higiene. Durante o evento, foram arrecadados diversos itens. Todos as doações serão destinadas às vítimas da calamidade pública que atingiu o Rio Grande do Sul.

 

 Seminário priorizou a inclusão

 

No SEMASAN, também tivemos a participação de estudantes com Síndrome de Down da APS-Down, Associação de Pais e Amigos de Portadores de Síndrome de Down, de Londrina-PR. Eles atuaram como recepcionistas. Com sua dedicação e alegria contagiante, eles fizeram com que os participantes se sentissem acolhidos ao chegar no evento e receber um kit institucional do CRT-04. 

A transmissão ao vivo de toda a programação teve acessibilidade em libras. O conteúdo ficará disponível no YouTube. Dessa forma, será ampliado o acesso ao vasto conhecimento transmitido nas palestras sobre saneamento e meio ambiente.

 

Palestra: “Esgotamento sanitário e destinação adequada de resíduos”

 

A palestra de abertura, intitulada “Esgotamento sanitário e destinação adequada de resíduos”, foi ministrada por Andréa Fontes, gestora de educação socioambiental e doutoranda em Geografia, pela Universidade Estadual de Londrina.

Ela abordou a importância de a gestão de resíduos estar alinhada com a Agenda 2023 da ONU, assim como aos ODS (Objetivos do Desenvolvimento Sustentável), ressaltando o Objetivo 6, que corresponde à água potável e ao saneamento.

A palestrante apresentou a estrutura da Sanepar, mostrando as plantas de tratamento de resíduos, dados de coleta e tratamento de esgoto. Além disso, de maneira geral, explicou o panorama do lodo gerado no Brasil, mencionando possíveis usos, por exemplo na agricultura.

Ela também ressaltou a necessidade de pensar todo o ciclo de vida de produto, buscando que minimizem as mudanças climáticas. Entre as alternativas citadas, esteve a usina de biodigestão.

 

Palestra: “Créditos de Carbono”

 

A segunda palestra da programação trata de um tema muito atual: “Créditos de Carbono”, proferida por Brenda Bauer, Técnica em Eletrotécnica (SENAI) e especialista em Transição Energética (PUC).

A palestrante pontuou que este tema não deve ser tratado como um assunto da moda, mas como uma pauta de profunda relevância. Isso porque as nossas ações do dia a dia geram impacto ao emitir gases de efeito estufa, cooperando para o aquecimento global e nos levando a viver um período de emergência climática.

O fato de que cada pequena ação coopera para o aquecimento global torna necessário tomar medidas urgentes para mitigar o aumento da temperatura global. A palestrante utilizou manchetes de jornais para ilustrar a gravidade das alterações climáticas no nosso ecossistema.

Brenda apresentou dados ao longo dos anos e afirmou que o Brasil é um dos grandes emissores de gases de efeito estufa, mas que também é signatário de compromissos de compensação da emissão de seus gases. Inclusive tendo potencial global de ser um vendedor de créditos de carbono.

Atualmente, no Brasil, não temos mercado regulado, mas um mercado voluntário de crédito de carbono que algumas empresas aderem. Porém, já está tramitando uma nova legislação na área.

A palestrante também citou alguns dos projetos possíveis. Entre eles, os que reduzam a emissão de carbono, por exemplo a partir do reflorestamento, assim como projetos preventivos que irão evitar emissões futuras, com ações como a instalação de usinas de energias renováveis.

Este é um mercado financeiramente promissor, que traz benefícios ambientais, como a preservação e restauração de florestas, mitigação das mudanças climáticas e promoção de energias limpas.

 

Palestra: “Recursos Hídricos”

 

A primeira palestra no período da tarde, intitulada “Recursos Hídricos”, foi ministrada por Diane Agustini, Técnica em Meio Ambiente (SENAI) e especialista em Especialização em Saneamento Ambiental (UENP), entre outras áreas.

A palestrante enfatizou que nós, seres humanos, somos tão dependentes de água como qualquer outro ser vivo. Tanto o corpo humano quanto o planeta são formados aproximadamente 70% de água.

Diane explicou o ciclo hidrológico, que mostra que não estamos isolados, fazendo parte de um todo. Dessa forma, é fundamental estarmos atentos no quanto estamos interferindo no equilíbrio desse ciclo. Inclusive, a palestrante citou a calculadora de pegada hídrica e desafiou cada um a fazer o cálculo do quanto utilizamos de água no nosso dia a dia.

Além disso, ela ressaltou que, como país, somos privilegiados. O Brasil detém 12% da água doce do mundo. E os dois maiores aquíferos do mundo estão localizados em solo brasileiro: Alter do Chão e Guarani. Além disso, a maior bacia hidrográfica mundial está no Brasil, a Bacia Hidrográfica Amazônica.

Sobre as mudanças climáticas que estão afetando os recursos hídricos, a palestrante trouxe exemplos extremamente atuais, como as inundações no Rio Grande do Sul, no qual houve uma sobreposição de fenômenos climáticos, o que deve servir de alerta para muitas localidades. Temos visto alterações em vários lugares do mundo. Esses fenômenos são de certa forma naturais, mas historicamente não aconteciam com a frequência atual.

A palestrante citou Aristóteles ao afirmar: “A natureza não faz nada em vão”. Por isso, é essencial o comprometimento de todos. Agir localmente com pequenas ações para contribuir globalmente, com alternativas como: evitar desperdícios, evitar impermeabilizar terrenos, utilizar água de chuva para usos não nobres (por exemplo, para limpar calçadas e regar plantas) e plantar árvores, além de pensar em políticas para prevenir bacias hidrográficas de maneira integral.

 

Palestra: “Resíduos Sólidos”

 

A palestra “Resíduos Sólidos”, foi ministrada pela geógrafa Mariza Pissinati, com mestrado em Geografia (UEL), que trabalha na Gerência de Resíduos Sólidos e Recursos Hídricos da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura de Londrina-PR.

A palestrante começou mostrando como funciona a geração de resíduos em uma casa comum no dia a dia. Ela explicou de forma prática como são produzidos resíduos diversos que deveriam ter destinações diferentes.

É importante separar o reciclável, mas a gestão de resíduos vai muito além disso. Há pequenas ações que podem ser adotadas e farão a diferença. Por exemplo, a borra do café não precisa ir para o aterro, mas pode ir para uma pequena composteira em casa.

Em uma residência, também temos os resíduos especiais, como medicamentos e eletroeletrônicos, que podem ser levados a pontos de entrega voluntários disponibilizados por entidades gestores.

Durante a palestra, também foi abordada a gestão de resíduos na indústria que tem uma diversidade muito maior. Entre eles, resíduos perigosos, como tóxicos, nocivos ou patogênicos.

Mariza citou a importância de que as empresas tenham um Técnico em Meio Ambiente ou profissional com graduação na área para garantir que as práticas estejam dentro da conformidade regulatória.

Em todos os aspectos da sociedade, é importante que a economia linear seja substituída pelos princípios da economia circular, que trata os resíduos como insumos potenciais para a produção de novos produtos. A partir dessa visão, o aterro é o fim do ciclo, então só deve ir aquilo que ainda não tem uma tecnologia viável para reaproveitar.

Entre os desafios para essa transformação, estão a cultura organizacional e a falta de conscientização. Muitas pessoas optam pelo mais fácil que é descartar tudo na lixeira e achar que o problema está resolvido ao ser levado pelo caminhão do lixo.

Também há empresas que reclamam de custos operacionais para implementar mudanças. Porém, não se trata de medidas imediatistas, pois é necessário pensarmos nas gerações presentes e futuras. Além disso, esta é uma questão de saúde pública, ligada ao bem-estar individual e coletivo.

 

Palestra: “Educação Ambiental”

 

A palestra de encerramento do SEMASAN apresentou um tema de profundo interesse público: a educação ambiental. A palestrante foi a assessora de Educação Ambiental na Secretaria Municipal do Ambiente de Londrina, Lidiani Maria Damiani Isidoro.

A palestrante ressaltou que é importante formar multiplicadores. Nesse sentido, há várias estratégias de sensibilização, alguns dos exemplos são as oficinas, os recursos artísticos, o plantio de árvores nativas em locais apropriados e as visitas técnicas como mostrar na prática como é feita a gestão de resíduos. Lidiane também falou da importância de “desemparedar” crianças, que cada vez mais estão crescendo em ambientes fechados longe do contato com a natureza.

Para nortear as ações de educação ambiental, é importante ter o conhecimento da legislação, como a Constituição Brasileira, a Política Nacional de Educação Ambiental (Lei nº 9795), a proposta de Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Ambiental do MEC (Ministério da Educação), entre outras. Além disso, a educação ambiental deve ser norteada pelos 17 ODS (Objetivos do Desenvolvimento Sustentável), da ONU.

A abordagem deve ser sistêmica em todos os níveis da educação e desenvolver o pensamento crítico. Ela também deve ser focada na mudança de hábitos de maneira global, sem deixar de enfatizar ações pontuais. Por exemplo, realizar campanhas para a redução de plástico de uso único.

No caso da cultura organizacional, a educação ambiental precisa incluir a todos os colaboradores, deixando claro que se trata de uma responsabilidade compartilhada. Ou seja, trata-se de empatia com o mundo em geral.

 

Autoridades prestigiaram primeira edição do SEMASAN

 

Entre as autoridades presentes, estiveram o presidente do CRT-RS, Luiz Antonio Castro dos Santos, o diretor administrativo do CRT-01, Marco Aurélio Anacleto de Toledo, conselheira federal pelo CRT-RJ, Rosângela Pereira da Silva, diretor de Fiscalização e Normas do CRT-SP, Rubens dos Santos, o conselheiro federal do CRT-SC, Mauro Cesar Miranda, conselheiro federal do CRT-PR, Luiz Antônio Tomaz de Souza, o secretário municipal de Meio Ambiente de Londrina, Sr. André Shindy Chen, o coordenador do Conselho Temático de Energia da FIEP, Rui Londero Benetti, gerente geral da Região Nordeste da SANEPAR, Antônio Gil Fernandes Gameiro, o delegado da Polícia Federal Algacir Mikalovski.

Assista às palestras do SEMASAN, na íntegra, no nosso canal de YouTube: https://www.youtube.com/live/9jcsjRov5h4

 

 

 

 

  

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A abertura oficial foi marcada pela execução do hino nacional. Estiveram presentes, representando o CRT-04, o presidente Waldir A. Rosa, o diretor administrativo Márcio Gamba, o diretor financeiro Clayton de Souza Benites e o diretor de fiscalização e normas Alexandre Fernandes Santos.

Durante o discurso de abertura, o presidente do CRT-04, Waldir A. Rosa, afirmou que o evento representa um marco na busca de soluções sustentáveis e na gestão eficiente de recursos sanitários:

“Vivemos em uma época em que os desafios ambientais são cada vez mais urgentes e complexos. A crescente urbanização, a escassez de recursos hídricos e as mudanças climáticas são questões que exigem uma resposta imediata e eficaz. Nesse contexto, o papel dos técnicos industriais se torna crucial. Somos nós que, com nosso conhecimento técnico e comprometimento, podemos transformar ideias em ações concretas que promovam a sustentabilidade e o bem-estar social.”

Os participantes enriqueceram as palestras com seus questionamentos e contribuições; muitos deles eram estudantes do ensino técnico, educadores, profissionais das áreas abordadas e membros da sociedade em geral.

A participação no Seminário do Meio Ambiente e Saneamento foi gratuita, mediante a doação de materiais de limpeza ou de higiene. Durante o evento, foram arrecadados diversos itens. Todos as doações serão destinadas às vítimas da calamidade pública que atingiu o Rio Grande do Sul.

 

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No SEMASAN, também tivemos a participação de estudantes com Síndrome de Down da APS-Down, Associação de Pais e Amigos de Portadores de Síndrome de Down, de Londrina-PR. Eles atuaram como recepcionistas. Com sua dedicação e alegria contagiante, eles fizeram com que os participantes se sentissem acolhidos ao chegar no evento e receber um kit institucional do CRT-04. 

A transmissão ao vivo de toda a programação teve acessibilidade em libras. O conteúdo ficará disponível no YouTube. Dessa forma, será ampliado o acesso ao vasto conhecimento transmitido nas palestras sobre saneamento e meio ambiente.

 

Palestra: “Esgotamento sanitário e destinação adequada de resíduos”

 

A palestra de abertura, intitulada “Esgotamento sanitário e destinação adequada de resíduos”, foi ministrada por Andréa Fontes, gestora de educação socioambiental e doutoranda em Geografia, pela Universidade Estadual de Londrina.

Ela abordou a importância de a gestão de resíduos estar alinhada com a Agenda 2023 da ONU, assim como aos ODS (Objetivos do Desenvolvimento Sustentável), ressaltando o Objetivo 6, que corresponde à água potável e ao saneamento.

A palestrante apresentou a estrutura da Sanepar, mostrando as plantas de tratamento de resíduos, dados de coleta e tratamento de esgoto. Além disso, de maneira geral, explicou o panorama do lodo gerado no Brasil, mencionando possíveis usos, por exemplo na agricultura.

Ela também ressaltou a necessidade de pensar todo o ciclo de vida de produto, buscando que minimizem as mudanças climáticas. Entre as alternativas citadas, esteve a usina de biodigestão.

 

Palestra: “Créditos de Carbono”

 

A segunda palestra da programação trata de um tema muito atual: “Créditos de Carbono”, proferida por Brenda Bauer, Técnica em Eletrotécnica (SENAI) e especialista em Transição Energética (PUC).

A palestrante pontuou que este tema não deve ser tratado como um assunto da moda, mas como uma pauta de profunda relevância. Isso porque as nossas ações do dia a dia geram impacto ao emitir gases de efeito estufa, cooperando para o aquecimento global e nos levando a viver um período de emergência climática.

O fato de que cada pequena ação coopera para o aquecimento global torna necessário tomar medidas urgentes para mitigar o aumento da temperatura global. A palestrante utilizou manchetes de jornais para ilustrar a gravidade das alterações climáticas no nosso ecossistema.

Brenda apresentou dados ao longo dos anos e afirmou que o Brasil é um dos grandes emissores de gases de efeito estufa, mas que também é signatário de compromissos de compensação da emissão de seus gases. Inclusive tendo potencial global de ser um vendedor de créditos de carbono.

Atualmente, no Brasil, não temos mercado regulado, mas um mercado voluntário de crédito de carbono que algumas empresas aderem. Porém, já está tramitando uma nova legislação na área.

A palestrante também citou alguns dos projetos possíveis. Entre eles, os que reduzam a emissão de carbono, por exemplo a partir do reflorestamento, assim como projetos preventivos que irão evitar emissões futuras, com ações como a instalação de usinas de energias renováveis.

Este é um mercado financeiramente promissor, que traz benefícios ambientais, como a preservação e restauração de florestas, mitigação das mudanças climáticas e promoção de energias limpas.

 

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Sobre as mudanças climáticas que estão afetando os recursos hídricos, a palestrante trouxe exemplos extremamente atuais, como as inundações no Rio Grande do Sul, no qual houve uma sobreposição de fenômenos climáticos, o que deve servir de alerta para muitas localidades. Temos visto alterações em vários lugares do mundo. Esses fenômenos são de certa forma naturais, mas historicamente não aconteciam com a frequência atual.

A palestrante citou Aristóteles ao afirmar: “A natureza não faz nada em vão”. Por isso, é essencial o comprometimento de todos. Agir localmente com pequenas ações para contribuir globalmente, com alternativas como: evitar desperdícios, evitar impermeabilizar terrenos, utilizar água de chuva para usos não nobres (por exemplo, para limpar calçadas e regar plantas) e plantar árvores, além de pensar em políticas para prevenir bacias hidrográficas de maneira integral.

 

Palestra: “Resíduos Sólidos”

 

A palestra “Resíduos Sólidos”, foi ministrada pela geógrafa Mariza Pissinati, com mestrado em Geografia (UEL), que trabalha na Gerência de Resíduos Sólidos e Recursos Hídricos da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura de Londrina-PR.

A palestrante começou mostrando como funciona a geração de resíduos em uma casa comum no dia a dia. Ela explicou de forma prática como são produzidos resíduos diversos que deveriam ter destinações diferentes.

É importante separar o reciclável, mas a gestão de resíduos vai muito além disso. Há pequenas ações que podem ser adotadas e farão a diferença. Por exemplo, a borra do café não precisa ir para o aterro, mas pode ir para uma pequena composteira em casa.

Em uma residência, também temos os resíduos especiais, como medicamentos e eletroeletrônicos, que podem ser levados a pontos de entrega voluntários disponibilizados por entidades gestores.

Durante a palestra, também foi abordada a gestão de resíduos na indústria que tem uma diversidade muito maior. Entre eles, resíduos perigosos, como tóxicos, nocivos ou patogênicos.

Mariza citou a importância de que as empresas tenham um Técnico em Meio Ambiente ou profissional com graduação na área para garantir que as práticas estejam dentro da conformidade regulatória.

Em todos os aspectos da sociedade, é importante que a economia linear seja substituída pelos princípios da economia circular, que trata os resíduos como insumos potenciais para a produção de novos produtos. A partir dessa visão, o aterro é o fim do ciclo, então só deve ir aquilo que ainda não tem uma tecnologia viável para reaproveitar.

Entre os desafios para essa transformação, estão a cultura organizacional e a falta de conscientização. Muitas pessoas optam pelo mais fácil que é descartar tudo na lixeira e achar que o problema está resolvido ao ser levado pelo caminhão do lixo.

Também há empresas que reclamam de custos operacionais para implementar mudanças. Porém, não se trata de medidas imediatistas, pois é necessário pensarmos nas gerações presentes e futuras. Além disso, esta é uma questão de saúde pública, ligada ao bem-estar individual e coletivo.

 

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A palestrante ressaltou que é importante formar multiplicadores. Nesse sentido, há várias estratégias de sensibilização, alguns dos exemplos são as oficinas, os recursos artísticos, o plantio de árvores nativas em locais apropriados e as visitas técnicas como mostrar na prática como é feita a gestão de resíduos. Lidiane também falou da importância de “desemparedar” crianças, que cada vez mais estão crescendo em ambientes fechados longe do contato com a natureza.

Para nortear as ações de educação ambiental, é importante ter o conhecimento da legislação, como a Constituição Brasileira, a Política Nacional de Educação Ambiental (Lei nº 9795), a proposta de Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Ambiental do MEC (Ministério da Educação), entre outras. Além disso, a educação ambiental deve ser norteada pelos 17 ODS (Objetivos do Desenvolvimento Sustentável), da ONU.

A abordagem deve ser sistêmica em todos os níveis da educação e desenvolver o pensamento crítico. Ela também deve ser focada na mudança de hábitos de maneira global, sem deixar de enfatizar ações pontuais. Por exemplo, realizar campanhas para a redução de plástico de uso único.

No caso da cultura organizacional, a educação ambiental precisa incluir a todos os colaboradores, deixando claro que se trata de uma responsabilidade compartilhada. Ou seja, trata-se de empatia com o mundo em geral.

 

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Entre as autoridades presentes, estiveram o presidente do CRT-RS, Luiz Antonio Castro dos Santos, o diretor administrativo do CRT-01, Marco Aurélio Anacleto de Toledo, conselheira federal pelo CRT-RJ, Rosângela Pereira da Silva, diretor de Fiscalização e Normas do CRT-SP, Rubens dos Santos, o conselheiro federal do CRT-SC, Mauro Cesar Miranda, conselheiro federal do CRT-PR, Luiz Antônio Tomaz de Souza, o secretário municipal de Meio Ambiente de Londrina, Sr. André Shindy Chen, o coordenador do Conselho Temático de Energia da FIEP, Rui Londero Benetti, gerente geral da Região Nordeste da SANEPAR, Antônio Gil Fernandes Gameiro, o delegado da Polícia Federal Algacir Mikalovski.

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